Queria ter batido nele.
Queria ter destruído seu rosto, quebrado seus ossos.
Queria ter banhado as mãos em sangue.
Queria tê-lo sentido esfacelar sob seus golpes.
Queria ter ouvido o pedido de misericórdia não atendido.
Sem razão, sem apoio. Queria ser o vilão da história.
Mas não o fez. Não agrediu sequer verbalmente.
Ao invés disso, deixou que ele se instalasse em seu corpo.
E aquela irritante benevolência cobrava mais uma vez seu preço.
Tinha um parasita, que ficaria ali, devorando-lhe vivo, destruindo-o.